PTERIDACEAE

Jamesonia brasiliensis Christ

Como citar:

Rafael Augusto Xavier Borges; Miguel d'Avila de Moraes. 2012. Jamesonia brasiliensis (PTERIDACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

EN

EOO:

1.114,311 Km2

AOO:

32,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Detalhes:

A espécie ocorre no Rio de Janeiro (Prado, 2012)Único caso da distribuição deste gênero fora dos Andes. Por muito tempo foi considerada endêmica para o Planalto do Itatiaia, até que Tryon (1962) localizou coleções provenientes dos Andes Bolivianos, sugerindo assim que a espécie migrou daquela região para o Brasil (Windisch, 1984; Condack, 2006).O material tipo é proveniente da Serra de Itatiaia - RJ. A espécie ocorre em altitudes entre 2200 e 2600 m (Tryon, 1962).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador: Rafael Augusto Xavier Borges
Revisor: Miguel d'Avila de Moraes
Critério: A2c
Categoria: EN
Justificativa:

<i>Jamesonia brasiliensis</i> encontra-se na área do Parque Nacional do Itatiaia, situado em municípios que apresentam uma perda de vegetação original de aproximadamente 50% nos últimos 10 anos, o que permite inferir uma redução populacional da espécie em proporção semelhante. A principal ameaça incidente em seu hábitat é o fogo, que atinge principalmente as áreas de campos de altitude.

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido

População:

Flutuação extrema: Sim
Detalhes: No abrigo Rebouças do Parque Nacional de Itatiaia a espécie foi encontrada formando densa população (Sylvestre, L., 1893, NYBG 1144527)

Ecologia:

Biomas: Mata Atlântica
Fitofisionomia: Formação campestre (Salino et al., 2009)Campo de altitude (Prado, 2012)
Habitats: 4.7 Subtropical/Tropical High Altitude
Detalhes: A espécie é uma erva, rupícola, com ocorrência em campo de altitude da Mata Atlântica (Prado, 2012).Os registros botânicos indicam que a espécie tem hábito terrícola e rupícola, ocorre em locais úmidos, como a base de rochas e margens de rios. Quanto a tolerância a luminosidade, a espécie parece ter ampla variação, uma vez que os registros indicam ser semi-heliofila e heliófila e ocorrendo em locais protegidos do sol por touceiras de gramíneas e ciperáceas (CNCFlora, 2012)Terrícola associada à blocos de rocha, espalhados pelos Campos de Altitude, em locais ensolarados (Condack, 2006)

Ameaças (2):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
7.4 Wildfire local low
O Parque Nacional do Itatiaia apresenta ao longo de sua história episódios de incêndios extensos e duradouros, como o ocorrido em 1963 que atingiu cerca de 10.000 ha, permanecendo ativo por mais de 40 dias. Aximoff; Rodrigues (2011), com base nos incêndios ocorridos em 2001 (600 ha), 2004 (600 ha) e 2007 (800 ha), sugerem padrão de ocorrência trienal para os grandes incêndios mesmo que em áreas não sobrepostas (dados dos limites do incêndio de 2004 não foram encontrados). De maneira a reforçar esta hipótese, em 2010 o PNI teve mais de 1.100 ha de campos de altitude queimados em um único incêndio (Aximoff, 2011).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1 Habitat Loss/Degradation (human induced) high
Os remanescente de Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro, correspondem a 18,38% da área original do bioma no Estado (SOS Mata Atlântica; INPE, 2011).

Ações de conservação (2):

Ação Situação
4.4 Protected areas on going
A espécie ocorre no Parque Nacional do Itatiaia (CNCFlora, 2011)
Ação Situação
1.2.1.2 National level on going
"Deficiente de dados" (DD), segundo a Lista vermelha da flora do Brasil, anexo 2 (MMA, 2008)